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Próximo prefeito deve ser também um líder regional
21/09/2020
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Próximo prefeito deve ser também um líder regional

O próximo prefeito de Criciúma deve também exercer uma influência regional. Esta foi uma das observações tiradas da participação de lideranças no programa Em Dia Com a Cidade, nesta segunda-feira, dia 21. O encontro, provocado pela Rádio Cidade em Dia, teve o objetivo de discutir temas que precisam ser debatidos durante a campanha eleitoral.


Estiveram na roda de conversa a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Criciúma (CDL), Andrea Salvalaggio, o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, a presidente da Associação Beneficente Abadeus, Shirlei Monteiro e o coordenador do curso de Direito e procurador jurídico da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), João Carlos Medeiros Rodrigues.


Os candidatos a prefeito de Criciúma terão espaços para detalhar suas plataformas de governo, mas neste momento, a proposta do programa Em Dia Com a Cidade é ouvir a sociedade sobre temas que são relevantes para a população de Criciúma, a partir de quem vive a cidade.


É preciso olhar em conjunto


Um dos pontos elencados pelas lideranças, é que a cidade precisa da região para se desenvolver. “Criciúma é o que é por conta das cidades vizinhas, a gente precisa delas também. Não podemos ser egoístas e dizer que só Criciúma faz tudo, a gente precisa da região. Quando o município entender que é mais forte unido, a gente vai crescer muito”, comentou a presidente da CDL, Andrea.


Segundo Dagostin, presidente da Acic, os municípios da Amrec contam com a estrutura de Criciúma. “O que Içara tem? O que Cocal do Sul tem? Elas têm Criciúma. Toda parte médica, educacional, nós temos tudo. Só que precisamos fazer consórcios com as regiões. O prefeito de Criciúma não pode fazer uma administração individual, precisamos pensar regionalmente”, destacou.


Mobilidade urbana, investimento e assistência social 


O desenvolvimento do município como um todo, é o que mais deve ser debatido durante as eleições. “Criciúma precisa ser um polo regional atrativo na educação, saúde, turismo, arte cultura e tecnologia. Fazendo isso, vai atrair pessoas, riquezas, geração de emprego e qualidade de vida”, comentou o procurador jurídico da Unesc, João Carlos.


O procurador lembrou da mobilidade urbana, que precisa estar na agenda do gestor público. “Por que não se usa mais o transporte ferroviário para transportar passageiros? São questões que precisam ser levantadas. Se o município quer ser um polo, tem que ter transporte acessível, fácil, confortável e seguro”, ressaltou.


Para o presidente da Acic, Moacir Dagostin, Criciúma precisa ser efetivamente protagonista no desenvolvimento. “Precisamos vender melhor nossa cidade. Temos todas as condições de trazer grandes investimentos e isso não está sendo utilizado pela cidade, ela está fechada e não está sendo protagonista no desenvolvimento. Somos geradores de emprego, felizmente estamos nos recuperando, então tem tudo para que a gente volte em algumas posições para ser uma economia melhor em Santa Catarina”, ressaltou.


Já no terceiro setor, a presidente da Abadeus, Shirlei Monteiro, disse que ainda tem muito o que avançar. “Nós ainda não temos uma política de tratamento com o terceiro setor, reconhecendo ele como executor de políticas públicas para o poder público”, frisou.


A Abadeus trabalha diretamente com a parcela da população que precisa de investimento social. “Precisamos emancipar as pessoas que necessitam da política de Assistência Social. Além disso, a gente tem “n” instituições do terceiro setor, que vão da educação a assistência, perpassa o meio ambiente e profissionalização. O poder público precisa reconhecer a assistência social como um setor estratégico para Criciúma, não só um setor que merece a doação, a destinação da sobra, porque nós trabalhamos com pessoas”, destacou Shirlei.


Texto: Redação Rádio Cidade em Dia


Foto: Redação Rádio Cidade em Dia


 

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